Começo por dizer-vos que não sou fã de filmes com pessoas com superpoderes.

Mas ai filhas, se os poderes são a capacidade de representar de James McAvoy e as lições sucessivas de genialidade que nos dá, então venham da lá os super-heróis.

E se tiver o bonzão do Bruce Willis em modo herói, o Samuel L. Jackson em modo super vilão e a Sarah Paulson a ser só incrível, melhor ainda.

“Glass” chegou, e aqui a vossa mais que tudo já conseguiu ir espreitar.

E claro, tenho coisas para dizer.

Vamos a resumo.

“Glass” é um thriller, cheio de mistério e acção que nos faz sonhar em um dia integrar um elenco assim.

Que sonho fazer uma personagem num filme destes.

É perfeito para quem curte filmes de suspense, terror, sci-fi… e perfeito para quem curte ver bons actores a trabalhar.

É realizado, escrito e produzido por M. Night Shyamalan que só assim de repente é só homem por trás do filme “O Sexto Sentido”.

Ah, e conta com um super elenco de luxo. Não me canso de dizer isto.

Já vos disse que James McAvoy é genial? Já, não já? Mas já lá vamos.

Este entusiasmante “Glass” é a sequela de “Unbreakable” (“O Protegido”) e “Split” (“Fragmentado”) e traz de volta algumas das suas melhores personagens, fechando assim a trilogia Eastrail 177.

A acção do filme decorre depois do final de “Unbreakable” mas, se querem a minha opinião, vê-se na boa se não tiverem visto os filmes anteriores.

Claro que ver uma trilogia completa toda seguidinha faz mais sentido, mas não se preocupem em ir a correr ver os dois primeiro filmes da trilogia só para poderem apanhar a história de “Glass”.

Confiem. Eu dou-vos os detalhes todos que precisam.

Basicamente há três personagens centrais, David Dunn (Willis), Kevin Wendell Crumb (McAvoy) e Elijah Price (Jackson), juntando-se ainda a eles como “a sanidade no meio da loucura”, a incrível Sarah Paulson.

Bruce Willis e Samuel L. Jackson (para além de Charlayne Woodard e Spencer Treat Clark) regressam com os papéis que interpretaram em “Unbreakable” e James McAvoy e Anya Taylor-Joy estão de volta com as suas personagens de “Split”.

Em “Glass”, David Dunn anda em busca de Kevin Wendell Crumb pois a sua personalidade animalesca (A Besta) anda a aterrorizar a cidade de Chicago.

E, só naquela, são rivais e têm algumas contas a acertar.

A acção atinge o auge quando Elijah Price, aka Glass, é metido ao barulho.

Glass é um mestre manipulador, sabe segredos sobre Dunn e Crumb e apesar do seu ar meio apático durante mais de metade do filme… é um sacaninha do pior.

O elenco vale, diria… tudo.

Bruce Willis é David Dunn, o herói.

Conhecido como “O Protegido” seria bem definido como a clássica figura heróica de qualquer história entre o bem e o mal.

Tem o poder da força, possui uma resistência inesgotável, e detém o peculiar poder de, através do toque, conseguir ver os crimes que alguém cometeu.

Assim uma cena extra-sensorial que nos dava jeito a todos para apanhar em flagrante quem nos quer passar a perna.

Usa estes poderes (muito ajudado pelo domínio que o filho tem no campo da tecnologia) para apanhar os vilões da cidade.

No dia-a-dia apanha ladrões de terceira linha, até mergulhar na missão de encontrar “A Besta”.

É um homem bom, pacato até (tirando o pequeno detalhe de andar sempre à caça de vilões), que sente a responsabilidade do poder que tem e tenta usá-lo da melhor maneira e sempre para fazer o bem.

Parece ter uma certa vontade em ser uma pessoa normal, quase que vê o power todo que tem como um dever.

Já posso falar de James McAvoy? Posso? POSSO?!

Em “Glass”, James McAvoy traz de volta o seu Kevin Wendell Crumb e a ele somam-se 23 personalidades.

Perceberam bem?

Vou repetir.

James McAvoy interpreta 24 personalidades diferentes.

24.

É melhor repetir.

24.

Got it?!

Portanto, James McAvoy é Kevin Wendell Crumb, mais 22 personalidades, mais uma extra que é “A Besta”. Complicado? Nem por isso.

Numa só frase James McAvoy consegue transitar entre Jade, uma adolescente, Hedwig, um rapaz de nove anos, Patricia, uma senhora ultra contida e educada, Barry, Orwell, Dennis, Norma, BT, Jelin, Samuel e tantos outros.

Sem nunca perder um beat, sem ter de anunciar que aí vêm.

Simplemente acontece.

É absolutamente incrível de testemunhar.

No fundo são 23 pessoas extra dentro de um só “corpitxo” humano mas quando a sua química corporal, que muda com cada personalidade, se mistura toda… sai a 24ª.

A Besta. Que é, bem como dizer… uma besta.

Há muitas coisas boas neste filme, a história, o texto, a energia e o suspense constante, mas nada bate a interpretação de McAvoy.

Uma vénia se faz favor.

Kevin Wendell Crumb é o anarquista, o louco sem regras que precisa de ser domado, ou pelo menos travado na sua loucura.

Basicamente, e trocando por miúdos, é o louco, o vilão.

Então e o Mr. Glass?

Calma malta, aqui vem ele.

Samuel L. Jackson é Elijah Price, Mr. Glass quando está em modo super-herói.

É o mestre manipulador, o cérebro de todas as operações e um assassino em massa como nunca antes visto.

É um teórico de BD e foi entregue anteriormente à polícia depois de David Dunn descobrir a quantidade de massacres que Glass articulou.

Tem uma inteligência fora de série e apenas um handicap: os seus ossos são frágeis como vidro.

Daí o “Glass”. Hum? Faz sentido, né?

Posso agora só fazer uma mini vénia a Sarah Paulson?

Sarah Paulson.

Pronto. Não preciso de dizer mais nada pois não?

Sarah Paulson é das coisas boas que nos aconteceu nos últimos tempos, se não sabem quem é, façam o favor de sair deste site imediatamente.

Não, esperem, leiam este artigo até ao fim, vão ao cinema ver “Glass” e depois desamparem-me a loja.

A actriz nunca desilude, e quem a segue na saga “American Horror Story” ou quem foi espertinho o suficiente para ver “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson”, sabe que não estou a mentir.

Por isso façamos aquele agradecimento especial a quem se lembrou de a integrar neste filme.

Não sei se foi ideia do realizador, de alguém da produtora, ou até uma sugestão da Walt Disney Studios, mas… obrigada.

Sarah Paulson é Dr. Ellie Staple, uma psiquiatra que se especializou em tratar pacientes com delírios de grandeza que estão convencidos que são super-heróis.

É calma, inteligente, e acrescenta uma pitada de sanidade mental no meio deste malucos todos.

Ou será que é mesmo assim?

Coisas importantes a saber.

É preciso ver os dois filmes anteriores para apanhar o que se passa neste?

Seria fixe porque nos dão contexto mas não é de todo preciso irem agora a correr tentar encontrá-los.

Quando estreia?

Chegou aos cinemas portugueses a 17 de Janeiro. Corram!!

Para alguém que não curta muito sci-fi, super-heróis e afins, vale a pena?

Eeeerrr…. hello?! Eu sou essa pessoa e curti muito o filme. Mesmo!

Maria há trailer para a malta checkar?

Já alguma vez vos falhei meus pequenos?

Nunca na minha vida. Façam play e vejam porque é que estou rendida e porque é que quero lições privadas de representação com James McAvoy.

Peace out, Kidz!

MBM