“O Quebra Nozes e os Quatros Reinos” é o novo filme da Disney quem vem, à boa maneira da Disney, encantar tudo e todos.

Para não variar, certo?!

Eu faço parte da geração que cresceu com os filmes da Disney, aquela geração que aprendeu as grandes lições de vida com as cassetes VHS que chegavam lá a casa de quando em vez, a geração que depois de ver os filmes enchia os pais com perguntas difíceis tipo, “Porque é que no Bambi se ouve um tiro e a mãe dele nunca mais aparece?”.

A Disney basicamente “obrigou” a minha mãe a explicar-me o que é a morte e que os nossos pais um dia vão morrer. Disney, a testar o improviso dos pais… desde sempre!

Verdadeiras lições de vida, e para a vida.

Com o “Bambi” aprendi então o que era a morte, percebi ao ver o “Dumbo” que nem todas as pessoas tratavam bem os animais, “A Pequena Sereia” ensinou-me que a vida no fundo do mar era cheia de cor e que é preciso respeitar os oceanos, “A Bela e o Monstro” mostrou-me que as aparências iludem, e com o “Winnie the Pooh” percebi que os amigos são um tesouro.

Já para não falar que à pala da “Cinderela” nunca irei comprar uns sapatos de cristal. Sempre me pareceram muito desconfortáveis e pelos vistos caem dos pés se sairmos a correr de uma festa.

Sou fã da Disney e não perco um filme.

E mesmo que não seja eu o target, arranjo sempre maneira de ir ver todos os filmes da Disney ao cinema. Até porque, sinceramente, quem é que não é o target da Disney? Todos nós temos uma criança dentro de nós, right?

“O Quebra Nozes” – 1001 adaptações, nenhuma como esta

“O Quebra Nozes e os Quatro Reinos” é o mais recente filme da Disney e se já estão a pensar, “Ah e tal, já conheço a história de trás para a frente, para quê ir ver mais uma versão?”… Err, porque sim. Porque eu digo que vale a pena, tá?!

Até porque, desenganem-se se acham que já sabem o que vão ver.

Não sabem, porque não tem nada a ver com as 1001 versões que já foram feitas.

O filme está muito longe de contar a história tradicional a que estamos habituados, esta versão está cheia de aventura e mistério, e aqui para nós que ninguém nos ouve, é até agora a minha versão favorita.

Querem um resumo? Vocês são muito exigentes…!

É véspera de Natal e percebemos logo nos primeiro minutos que Clara (a personagem principal) e os irmãos perderam recentemente a mãe, Marie.

O pai, ainda destroçado com a perda, oferece a cada um dos filhos um presente deixado pela mãe e escolhido especialmente para cada um deles.

O presente de Clara é uma caixa em forma de ovo que só pode ser aberta com uma chave que não vem dentro do embrulho.

Uma aventura envolta em mistério que todos gostaríamos de ter vivido

Clara vai então, confusa e triste, para a festa de Natal anual organizada pelo seu padrinho numa mega mansão e é lá que lhe é entregue a chave que irá abrir o seu ovo misterioso.

E é, nesta mesma festa, que Clara é transportada para um mundo paralelo, onde aqui entre nós “migas”, eu vivia só assim na boa.

Neste mundo paralelo existem quatro reinos: a Terra dos Flocos de Neve, a Terra das Flores, a Terra dos Doces (claramente onde eu escolheria viver) e o Quarto Reino governado pela mázona da Mãe Ruiva.

Clara tem de recuperar a sua chave, levada entretanto por um ratinho (hiper amoroso by the way), para conseguir abrir finalmente o presente deixado pela sua mãe.

Mas claro, à boa maneira da Disney, a missão de Clara é muito maior e muito mais complexa que isso. Basicamente a miúda tem só assim a missão fácil e básica de salvar todo este mundo paralelo.

A história é boa e qualquer um de nós, homem, mulher ou criança, vai retirar alguma coisa deste “Quebra Nozes e os Quatro Reinos”.

“O Quebra Nozes e os Quatro Reinos” tem tantas pérolas escondidas!

Dei atenção a toda a história, torci pela heroína e vibrei com todas as personagens, mas se me permitem um pequeno aparte… malta, os cenários, o guarda-roupa, os adereços…!! São só assim coisinha para nos dar um pequeno piripaque.

Para os amantes dos detalhes no cinema, este filme é uma pérolazinha recheada de coisas boas. Vão por mim, mesmo que estes mundos de fantasia nem sejam bem a vossa cena, vão ver pelos detalhes. É absolutamente incrível.

Não vos chega eu dizer que é bom? Então tomem lá a listinha do elenco.

“Ok Maria, temos de ir ver “O Quebra Nozes e os Quatro Reinos”, justifica lá isso melhor”. Challenge accepted, my friends.

E se vos disser só assim de rajada estes três nomes bonitos: Morgan Freeman, Helen Mirren e Keira Knightley… não vos chega?

Amigos, se ter num só filme a Helen Mirren a dar show na representação, o Morgan Freeman e a sua voz incrível (este homem podia ler-me a lista telefónica all day long que eu não me importava) e a Keira Knightley com um cabelo cor-de-rosa tipo algodão doce não vos chega, então vamos ter de repensar a nossa amizade.

Vamos a detalhes!

Clara Stahlbaum é a personagem principal, a miúda que tem só a pequena responsabilidade de salvar quatro reinos só assim num instantinho.

Clara é protagonizada pela hiper talentosa Mackenzie Foy, se a cara não vos é estranha talvez a estejam a reconhecer da saga Twilight onde interpretou Renesmee, aquela criança meio creepy que punha as mãos na cara de toda a gente.

Fun fact?

Mackenzie Foy recebeu o telefonema a dizer que tinha ficado com o papel de Clara quando estava a tomar duche e andou pela casa toda molhada e de toalha, feliz e contente a festejar a notícia.

Quando me toca o telefone quando estou no duche normalmente é alguém de um call center a tentar vender-me qualquer coisa. Esta miúda teve mais sorte que eu.

Anyway, a Mackenzie Foy vai bem neste papel e fiquei com uma certa invejazita dela, deve ser divertido para caraças fazer um filme destes.

Senhoras e senhores, Morgan Freeman.

Drosselmeyer é o padrinho ultra sábio de Clara e um dos nomes difíceis de pronunciar deste “Quebra Nozes e os Quatro Reinos”.

Sabe claramente mais do que aquilo que conta inicialmente, tem uma pala ultra fixe num olho e a voz mais bonita de todo o filme, ou não fosse o nosso Morgan Freeman a interpretá-lo.

Não vos faço um resumo de carreira ou de onde o podem estar a reconhecer porque, come on, é o freakin’ Morgan Freeman. Se não sabem quem ele é podem ir saindo de fininho deste site.

A minha favorita? The Sugar Plum Fairy.

A Fada do Açúcar é uma das melhores personagens do filme. É ela que governa o Reino dos Doces, a minha futura casa.

Tem montes de tiques, uma voz que varia entre o super sweet e o possuído pelo “demo”, diz mil coisas em francês assim do nada e tem muita graça nas suas reacções.

Se querem saber é a minha favorita e é interpretada pela sempre talentosa Keira Knightley.

Vi recentemente uma entrevista dela no programa da Ellen Degeneres em que conta que o cabelo usado neste filme, que parece algodão doce, foi testado de início… com algodão doce verdadeiro.

Não resultou, óbvio, em parte porque a actriz começou a ser seguida por moscas e vespas. Deve ter sido agradável!

Ah, e conta também que ainda hoje, dois anos depois das filmagens, ainda tem restos de glitter em casa que trazia agarrado a si das filmagens. Actriz sofre.

Helen Mirren é a Mãe Ruiva.

Sim, ok, façamos uma pausa para aplaudir de pé e fazer vénias à Helen Mirren.

Ai, que sonho de senhora.

A Mãe Ruiva é temida por todos e a inimiga de serviço neste “Quebra Nozes e os Quatro Reinos”.

É a líder do Quarto Reino que foi em tempos a Terra das Diversões. Foi expulsa pelos outros governantes e é a razão por estar tudo virado do avesso.

Não preciso de dizer que Helen Mirren é genial neste filme, porque come on, ela é genial em tudo o que faz.

Mas sim, mais uma vez não desilude e só o facto de a vermos de cabelo vermelho espetado, ar de louca possuída e uma maquilhagem que lhe dar um ar de boneca partida, já vale tudo.

A dupla com mais adereços no corpo: Hawthorne e Shiver.

Hawthorne e Shiver são os bosses da Terra das Flores e da Terra dos Flocos de Neve e só a sua caracterização já vale uma ida ao cinema.

São interpretados por Eugenio Derbez e Richard E. Grant que vêm compor o elenco “sénior” do filme.

Cada um deles com interpretações à altura dos seus elaborados reinos, encaixam aqui que nem uma luva.

O estreante talentoso.

Jayden Fowora-Knight é quem divide mais tempo de ecrã com a protagonista Mackenzie Foy, o jovem actor interpreta o Capitão Phillip Hoffman, um rapaz que serve o reino com uma lealdade tremenda.

Estive o filme todo a torcer por um romancezinho entre ele e Clara, mas de facto isto não é um romance e eu tenho de parar com esta mania de ser casamenteira.

Pelo que percebi da minha pesquisa, este é o seu primeiro papel no cinema e que sortudo que ele é.

Logo assim à primeira ir para a uma mega produção da Disney… prevejo coisas boas para este rapaz.

Precisam de mais razões? Não sejam abusadores.

Ainda não vos chega?

Já vos disse que é a melhor versão do “Quebra Nozes” que já vi, já reforcei que não vai ser a história que estão à espera, já vos disse que dá para miúdos, graúdos, mulheres e homens, que o elenco é de luxo, que a cenografia, o guarda-roupa e os adereços são dignos de prémios sem fim… o que é que querem mais?

Peguem na família e vão ao cinema comprovar que não vos minto.

O filme estreia com versão legendada (porque TEMOS de ouvir a voz de Morgan Freeman em todo o seu esplendor) e em versão dobrada para quem leva consigo a criançada, e chega HOJE às salas de cinema. Ninguém deve perder esta história.

Ah, e tem só assim na boa o merchandising mais cute de sempre… já enchi a casa!

Confiem, vocês sabem que não vos falho.

Depois não digam que não avisei…!

Deixo-vos o trailer!

Peace out, kidz.