Vá, vá! Eu sei, ausente, né? Mas… trago uma novidade fresquinha chamada “You”, para compensar! Quites?!

Já partilhei aqui várias vezes que sou viciada em séries, afinal só uma consumidora de quantidades estupidamente exageradas de televisão é que se lembraria de tentar que o seu vício se tornasse um trabalho criando um site mindinho como este.

Just saying’.

O mal é de família

Mas o que acho que ainda não partilhei é que não sou a única na família a padecer deste mal.

Quando até a tua mãe está viciada na Netflix e te manda mensagens a perguntar o que deve ver a seguir, sabes que o caldo está entornado e que a loucura é genética.

Aquele com quem mais partilho “cromos” é o meu irmão Pedro, um rapaz alto e espadaúdo que vê tantas ou mais séries que eu.

Com uma pequena diferença: tudo o que ele vê é bom.

Quando lhe digo que ainda não comecei a ver uma ou outra dica que ele me deu porque estou ocupada a ver a segunda temporada do reunion de “Jersey Shore”, ele ri-se na minha cara ao mesmo tempo que suspira de desilusão.

O Pedro não “papa grupos” e não percebe o meu fascínio por televisão rasca e por isso está sempre a dar-me as melhores dicas que encontra numa tentativa de me fazer uma espécie de exorcismo de trash tv.

Tentativas quase sempre falhadas porque aqui a mana caçula tem a capacidade de ver com o mesmo entusiasmo um episódio de “Game of Thrones” e de “The Real Housewives of Orange County”. Ridículo, eu sei. Mas verdade.

Mas o que é facto é que o Pedro consegue quase sempre que fique “colada” em tudo o que me sugere.

É de uma dessas “trocas de cromos” entre irmãos que “You” me vem parar ao colo.

“You”, Maria? Sim malta.

Se o nome não vos diz nada não se preocupem, quando o Pedro me falou disto semi-serrei os olhos e perguntei o mesmo: “You?”

Ainda não tinha ouvido falar e o resumozinho do mano mais velho resultou numa corrida até casa para ver o primeiro episódio.

Quando acabei de o ver pensei logo que tinha de escrever sobre isto mas que um episódio não bastava como pesquisa para um artigo.

Esperei mais umas semanas para ver no que ia dar e “tcharan”: cá estou eu a tentar despachar este texto porque já tenho o quarto episódio fresquinho à minha espera.

Na primeira conversa com o meu irmão ainda só tinha saído o primeiro episódio mas eu já ia avisada por ele: “Mi, acho que vais gostar. Acho mesmo que é a tua cena, não sei se daqui para a frente se vai manter bom, mas o primeiro episódio é fixe. Vê.”.

Yup, o meu irmão é super cool a falar.

E mais uma vez tinha razão na sugestão.

Resumo bonito? Cá vai meus meninos!

“You” é um thriller psicológico que segue a vida de Joe, um rapaz que trabalha numa livraria em Nova Iorque, que leva uma vida pacata e sem grande emoção.

Ou será que é mesmo assim? Muaaahahaha! Sorry, entusiasmei-me.

Joe apaixona-se por Guinevere (nome marado eu sei), ou Beck para os amigos e partir daí frita a pipoca e vira stalker creepy completamente obcecado.

A série junta drama com thriller, os perigos das redes sociais com as amizades superficiais mas de carne e osso, e cenas meio “eiishh a sério já estão a inventar um bocadinho” com cenas tipo “oookkk, marado mas possível, deem-me mais por favor!”.

Fiz-me entender? Não, pois não?!

Basicamente é um thriller meio creepy que ao mesmo tempo que tem partes que parecem exageradas, tem outras que te fazem pensar que tudo aquilo é possível de acontecer.

“You” tem o balanço certo entre o dark e o cor-de-rosa, é uma espécie de romance que deu para o torto ou um “chickflick” que bebeu demais e foi para a um after duvidoso.

Viciante, if you ask me.

A série é baseada no livro com o mesmo nome da autoria de Caroline Kepnes, um super best-seller segundo consta.

É tão bom ou tão mau que quatro meses antes da série estrear foi anunciado que a Netflix teria adquirido os direitos exclusivos de distribuição internacional.

Ah, e meses antes da estreia no canal Lifetime, a estação anunciou que a série teria segunda temporada. Um sucesso ainda antes de estrear, portanto.

Vamos ao elenco.

Penn Badgley é Joe Goldberg, o tal menino da livraria que poderia ser um príncipe encantado se não fosse um psycho do pior.

Parece-vos familiar? Claro minhas lindezas, é só o Dan Humphrey daquele clássico que eu amo, “Gossip Girl”.

Ahh, Serena van der Woodsen, saudades.

Anyway…

Elizabeth Lail é Guinevere Beck, a miúda bonita e adorável por quem Joe se apaixona.

“Beck” é estudante/professora assistente e sonha ser escritora. Claro que é super frágil, quer muito ser amada e é cheia de daddy issues. Um clássico.

Para os mais atentos (confesso que me passou ao lado), Elizabeth era Anna na série “Once Upon a Time”.

Shay Mitchell é Peach Salinger a “melhor amiga super rica” de Beck.

É fútil, tem vida muito mais facilitada que a melhor amiga e resolve quase tudo com o passar de um cheque.

Precisei de ir confirmar se era mesmo ela porque em “You” aparece-nos mais crescida mas sim… é ela.

A ricalhaça de serviço é Emily de “Pretty Little Liars”.

Welcome back, Shay.

O feedback do público?

Ao que parece a malta tem gostado de “You”, eu incluída.

A reviews são positivas, a cotação online também e parece-me que é uma daquelas séries que vai “colar” pelo menos durante umas duas ou três temporadas.

Mata aquele bichinho do thriller sem ser super hardcore, mata aquele bichinho do romance sem ser super meloso, e mata aquele bichinho recente de termos as redes sociais envolvidas numa trama sem ser uma constante lição irritante de que devemos ter mais cuidado com a informação que partilhamos.

Onde podem ver? Se tiverem acesso aos conteúdos do Lifetime, é lá que está. Se não, a Netflix há-de lançá-la em breve.

É a melhor série de sempre? Não.

Vicia para caraças? Sim.

Tenho de agradecer ao meu irmão mais uma dica certeira? Sim! Obrigada, Pedro.

Está na hora de vos deixar e ir a correr ver o episódio novo? Errr, sim, eu avisei que isto hoje ia ser à pressa porque fiquei pendurada com o Joe e com a Beck.

Devem espreitar? Não sei o que é que ainda estão aqui a fazer.

Fica o trailer!

Peace out, kidz.

MBM