“Younger” foi uma descoberta que fiz há mais ou menos um ano e se vos disser que estou apaixonada ao ponto de querer uma versão portuguesa já, não vos estou a mentir.

Gosto de descobrir coisas completamente por acaso e esta série foi daquelas que me caiu no colo e ainda bem. Ai “Younger”, gosto tanto de ti.

Porque começa este meu encanto por “Younger”?

Sou fã de Sutton Foster há muitos anos, aliás a nossa relação começou em Nova Iorque em 2004 quando a vi em palco na Broadway.

Para vos situar um bocadinho, vivi nessa cidade quando fui para lá estudar depois do secundário e quando fiz a mudança de país, a minha mãe como mãe galinha que é, foi comigo para me ajudar a assentar arraiais.

Mãe e filha amantes de teatro em Nova Iorque, tínhamos de ir ver uma peça ou um musical e como tinha ouvido na escola uns colegas a falar do musical “Thoroughly Modern Millie”, decidimos ir ver esse já que parecia que andava nas bocas de toda a gente.

E sim, a protagonista era Sutton Foster no papel de Millie e aqui a vossa miúda ficou fã. Para sempre.

Para vos dar uma ideia, a banda sonora que comprei do musical é até hoje o CD que está no leitor do meu carro. For real.

Sei cada música de trás para a frente e podia amanhã subir ao palco para fazer de Millie que saberia cada fala de cor. O pior era a parte dos agudos e o sapateado à velocidade da luz. Pormenores pessoas, pormenores.

Anyway, Sutton Foster tornou-se desde esse papel uma lenda da Broadway e um dos nomes mais respeitados do teatro musical. Só assim de repente já ganhou dois Tony Awards e já foi nomeada para um Grammy, coisinha pouca.

Bom, estou-me a desviar.

Estava eu a ver uma entrevista desta minha girl crush, quando a ouço falar de um projecto novo em televisão… ouvi a descrição do que era e fui espreitar o primeiro episódio.

Yep, só parei quando já estava a acompanhar a série “em tempo real” e quando já estava naqueles nervos de só ter um episódio por semana.

O que é esta “Younger”?

“Younger” conta a história de Liza Miller (Sutton Foster), uma mulher recém divorciada de 40 anos que decide voltar ao mercado de trabalho agora que está sozinha e que tem a filha a estudar fora.

Liza é surpreendida por uma realidade diferente em que uma mulher com muita experiência e conhecimento é rejeitada pelas empresas por ter estado ausente durante uns anos para criar a filha e por já estar nos 40.

Desistir não é uma hipótese, até porque o marido deixou-a sem nada depois de estourar tudo no jogo.

A única solução que encontra é mentir na idade que tem e começar por baixo na área em que trabalhou em tempos, em publishing de livros.

“Younger” mostra-nos o mundo de Liza, os amores e desamores, as peripécias no trabalho e sobretudo a adaptação a todo um novo mundo agora que “tem” 26 anos em vez de 40. Até vocabulário novo tem de aprender.

O elenco? Tem pérolazinhas bem boas!

A protagonista é Sutton Foster, a tal “mulher talento” que vi em tempos em palco.

A personagem é super likable, gostamos dela logo de início e torcemos por ela a cada passo.

Nico Tortorella é Josh, um rapazito jeitoso que se apaixona por Liza e lhe mostra o que é ser um jovem adulto em Nova Iorque nos dias que correm.

Liza tem uma melhor amiga, e aqui meus amigos há que fazer a vénia a Debi Mazar.

A actriz de “Entourage”, “Empire Records” e “Goodfellas” (entre mil e um outros) encaixa na perfeição na pele de uma artista descontraída que serve de contraponto à personagem principal, sempre com um humor subtil e inteligente.

No trabalho Liza encontra aquela que se torna rapidamente na sua sidekick e confidente, Kelsey Peters interpretada por Hilary Duff.

A mesma Hilary Duff que fazia a série teen “Lizzie McGuire” no Disney Channel? Yep.

A mesma Hilary Duff que fez mil e uma comédias românticas pirosas e que toda a gente apostava que não ia sair da cepa torta? Essa mesmo.

A miúda está de volta e confesso-me surpreendida. Cresceu, fez-se actriz com consistência e parece-me que “Younger” lhe veio dar uma nova volta na carreira.

Miriam Shor é Diana Trout, a chefe directa de Liza, que é possivelmente a minha personagem favorita da série com as suas frases secas e directas com muita, muita graça.

Para fechar o leque temos o bonitão Peter Hermann na pele de Charles Brooks, o chefão quarentão cheio de charme.

O homem por trás disto tudo… é mega boss.

“Younger” foi criada e produzida por Darren Star que vos pode deve familiar mas que assim sem mais demoras é só o homem por trás de “Beverly Hills, 90210” (esse clássico), “Melrose Place” (aaahhh, quem se lembra?) e, claro, “Sex and the City”.

Coisinha simples.

“Younger”: o veredicto final.

É a melhor coisa que já vi? Não.

É leve, divertida de acompanhar, bem escrita, fresca e bem interpretada? Sem dúvida alguma.

Faz-me querer adaptar isto e ser um dia a Liza Miller numa série portuguesa? Sim, por favor.

Dei flick flacks no meio da sala quando soube que depois desta quinta temporada que acabou agora já está confirmado que vem aí uma sexta? Óbvio.

Quer dizer, teria dado flick flacks se os soubesse executar. Mas soltei um largo sorriso.

Checkem, acho que vão gostar. 😉

Peace out, kidz.

MBM