“To All The Boys I’ve Loved Before” (ou “A Todos os Rapazes que Amei”) é a nova obra da Netflix que está a deixar toda a gente rendida à sua simplicidade e doçura.

Se tiverem dúvidas, basta darem um saltinho ao Twitter, ao Tumblr ou a qualquer rede social e fazer o teste:

Basta escreverem o nome do filme que todo um mundo de comentários, fotos e fan art se abre.

Se não me engano muito, o filme tem potencial para se tornar um filme de culto para toda uma geração.

“To All The Boys I’ve Loved Before” não foi feito para mim… mas posso fundar o Clube de Fãs?

Em teoria, eu não devo fazer parte do target de “To All The Boys I’ve Loved Before” pois o filme passa-se num liceu, a protagonista tem 16 anos e, let’s face it, aqui a vossa miúda já caminha para os 35.

Eu sei, obrigada amores, estou super bem conservada e não pareço nada, né? Fofíssimos vocês.

Mas na realidade, o que é isso do target quando um filme é bom e o seu enredo toca a todos de forma universal?

(E aqui entre nós quem me dá um bom filme passado nos corredores de uma escola secundária, dá-me tudo. Chickflick my friends, remember?)

E é isso que acontece com “To All The Boys I’ve Loved Before”, se fecharmos os olhos qualquer um de nós se consegue rever nesta comédia romântica teen, nas suas inseguranças, nos seus medos, na sua doçura, na sua inocência, na sua luta por um amor correspondido com a mesma intensidade.

Mesmo aqueles que caminham para os 40. Sshhh, não se “xibem”.

Se ainda não viram deixo-vos algumas curiosidades.

O filme é um sucesso, isso é já um dado adquirido.

“To All The Boys I’ve Loved Before”, para sermos justos, já trazia consigo uma base de fãs algo extensa pois o filme é adaptado do livro com o mesmo nome, da autoria de Jenny Han.

O livro que faz parte de uma trilogia de sucesso que esteve na lista dos livros mais vendidos do New York Times.

“To All The Boys I’ve Loved Before” foi lançado em 2014, seguido de “P.S. I Still Love You” em 2015 e de “Always and Forever, Lara Jean” em 2017.

Porque é que isto é relevante?

Porque, meus xuxus, isto poderá querer dizer que a Netflix não se ficará por aqui e poderá querer adaptar os restantes dois livros da trilogia, o que para quem viu o filme ou é fã dos livros, são muito boas notícias.

Ah, curiosidade fofinha: no final de “To All The Boys I’ve Loved Before” há um bombom escondido para quem vê os créditos até ao fim… mas já lá vamos.

Vou deixar-vos em suspense.

Querem resumozinho bonito de “To All The Boys I’ve Loved Before”? Claro que querem suas sanguessugas.

Lara Jean, interpretada por Lana Condor, é a personagem principal e é uma rapariga Coreano-Americana de 16 anos que adora um bom livro lamechas e uma bonita história de amor.

Lê todos os romances que consegue agarrar e na sua cabeça tem a fantasia de um dia viver um amor assim.

Lara Jean já se apaixonou algumas vezes e quando é invadida por um amor gigante que não vê como pudesse algum dia expressar (Deus a livre de confrontar os rapazes em questão), escreve cartas de amor.

De todas as vezes que se apaixonou, escreveu uma carta de amor ao alvo da sua paixão expressando tudo o que sente e tudo aquilo que nunca teria coragem de dizer em voz alta.

Essas cartas, que nunca foram enviadas e que guarda só para si numa caixa escondida no seu quarto, são o seu maior tesouro.

E porquê escrever cartas de amor que nunca serão enviadas? Lara Jean é tão romântica e sofre tanto com estes amores dentro de si que só a escrever consegue exteriorizar o que sente e aliviar um bocadinho esta dor.

É uma romântica em todos os sentidos da palavra.

Até ao dia em que tudo dá para o torto.

O seu maior pesadelo acontece e é como se o seu mundo tivesse chegado ao fim.

Sem saber como, as cartas que escreveu aos seus grandes amores ao longo dos anos e que sempre escondeu do mundo são enviadas para os próprios que decidem confrontá-la com o que acabaram de ler.

O mundo de Lara Jean fica virado do avesso e o resto, o resto têm de ver porque ninguém me paga para fazer spoilers a malta preguiçosa que não quer ver os filmes mas quer saber o que acontece.

E viva a inclusão.

Falar de “To All The Boys I’ve Loved Before” e não mencionar o facto de termos uma protagonista asiática numa comédia romântica, seria passar por cima de um marco importante.

A própria Lana Condor diz em várias entrevistas que podem encontrar pela net fora, que sempre sonhou ser protagonista de uma comédia romântica mas que “atirou fora” essa ideia há muito tempo pois na sua cabeça era algo impossível de acontecer.

Até agora a atriz nunca se tinha revisto dessa forma no cinema americano e não tinha grandes referências a que se agarrar para a fazer acreditar que o seu sonho se pudesse realizar.

Até que recebeu uma chamada para fazer o casting para “To All The Boys I’ve Loved Before” em que a protagonista estava escrita para ser Coreano-Americana.

Lana Condor conta que nunca se sentiu tão feliz por ter a oportunidade de fazer um casting. Esta personagem era tudo com que sempre tinha sonhado.

O elenco é fofinho e muito, muito talentoso.

O elenco é bom, a história é simples e algo previsível, mas tudo vale a pena porque as performances são honestas e verdadeiras.

Já há uma legião de fãs em torno dos protagonistas e uma vontade imensa de os ver de novo a contracenar.

Todo o mundo online está a enlouquecer com esta pequena pérola da Netflix e já todos questionam se irão ser presenteados com as respectivas sequelas, tal como nos livros.

Ainda nada se sabe mas, voltando ao suspense que comecei ali em cima, deixo-vos uma dica:

Vejam os créditos até ao fim.

Lara Jean escreveu cinco cartas, certo?

Em “To All The Boys I’ve Loved Before” vemos a reacção a três delas, uma volta para trás, e a quinta… a quinta bate-lhe à porta no finalzinho do filme já depois das letrinhas pequeninas terem passado todas. Ah, viram o filme e não deram por isso?

Voltem atrás e vejam como tenho razão.

Poderá esta ser uma dica da malta da Netflix do género: “Ah pois é bebés, isto não fica por aqui…”?

Espero que sim.

Juntem um grupo de amigos, façam um balde de pipocas e vejam este “To All The Boys I’ve Loved Before”, depois quero saber o que acharam.

Basicamente se gostaram de filmes tipo “Love, Simon” (ler aqui) vão de certeza gostar de mais esta pérola fofíssima da Netflix.

Agora ocorreu-me… e se o mesmo me tivesse acontecido a mim?

Se agora de repente todos os rapazes por quem andei caidinha ao longos dos anos de repente soubessem o que me ia na alma nessa altura?

Ai Cristo, que medo… as pessoas que eu ia ter de encarar….!

Ui… bom, isso fica para outras núpcias. Ou talvez não. 🤐

Peace out, Kidz.

MBM