“Trust”, que estreou em Março no FX, conta a história da rocambolesca família Getty, e eu consumi-a tão rapidamente quanto uma tablete de chocolate naqueles dias em que o nosso corpitxo está a suplicar por um quilo de açúcar.

O que na minha vida é dia sim dia não mas isso fica para outras núpcias porque apesar deste site ser um cantinho de partilha, não estou aqui para fazer terapia. Mas agora a sério, mais alguém constantemente com ganas de chocolate ou sou só eu?

Anyway…

“Trust” é fixe de ver por várias razões, envolve uma família com muito dinheiro e altamente extravagante (o que é sempre giro de observar), conta com personagens fortes, actores de topo, um rapto, a máfia italiana e, a cereja no topo do bolo, é baseada em factos reais. Yeeeyyy! Adoro uma boa história que me faz volta e meia cair a ficha e pensar: “F*ck, isto aconteceu mesmo…whaaaattt!”

Quem é esta família bilionária (?) perguntam os meus “viciadinhos”

A série tem como núcleo central a família Getty, yep, esses mesmos, os ricalhaços que dominavam o mundo há umas décadas atrás.

Para quem possa não estar a par o Sr. Jean Paul Getty I (os mesmo ricos têm números a seguir aos nomes), o “big boss” desta família, fundou a famosa Getty Oil Company, o que quer dizer que durante bastante tempo foi basicamente o rei do petróleo. Ahhh, o que eu dava por uma cena daquelas tipo desenho animado em que espeto um chapéu de sol no chão e sou projectada para o ar por um vulcão negro de dinheirinho líquido… sorry estou a divagar.

Bom, este senhor foi nomeado pela revista Forbes em 1957 como o americano mais rico e em 1966 entrou no Guiness como o “cidadão privado” mais rico do mundo. Resumindo, se fosse vivo e o dinheiro que tinha na altura fosse traduzido para um valor actual, este senhor valeria qualquer coisa como 10 mil milhões de dólares. Coisinha pouca.

Era um amante de arte e, aquando da sua morte, deixou vários milhões ao seu próprio museu ( J. Paul Getty Museum) em Los Angeles. Hoje em dia, esse fundo que gere o museu, gere muitos outros museus com o seu apelido pelo país fora.

Sempre que ouvirem a palavra “Getty”, seja em que contexto for, está provavelmente relacionado com este multi-bilionário que fez história.

Mas, como nem tudo são rosas na vida desta malta forrada de nota preta, J.Paul Getty tinha as suas manias estranhas.

Em casa tinha uma cabine telefónica e se alguém quisesse fazer um telefonema tinha de inserir moedas e pagar pela própria chamada. Ahahaha acaba por ter alguma graça esta forretice do homem. Cobrar as chamada feitas pela própria família dentro da sua própria casa, ahahaha, genial.

Outro do lado excêntrico de J. Paul Getty que é retratado na série é a relação dele com as mulheres. É um homem casado, mas que vive não só com a mulher mas também com umas namoradas que se passeiam pela casa à espera de serem escolhidas para umas noites com ele. Uma fritadeira. Ah, e tomam o pequeno-almoço todas sentadinhas na mesma mesa com a mulher dele, chega a ser hilariante de tão awkward.

Bom, o ricalhaço está com um problema em mãos: o filho que tinha elegido como seu sucessor suicidou-se e olhando à volta nenhum dos restantes filhos lhe “enche as medidas” como futuro líder daquela família e daquela vasta fortuna.

Excepto um dos netos, John Paul Getty III de 15/16 anos.

É aqui que a porca torce o rabo.

O miúdo vive em Itália com a mãe e tal como o paizinho tem alguma afinidade com as drogas (para não dizer que vive a dar na coca) e, do nada, é raptado em 1973. True story.

Mais! Reza a lenda que o rapto foi orquestrado pelo próprio miúdo para sacar dinheiro ao avô. Será? Será que assim foi? Têm de ver os 10 episódios que eu não sou a enciclopédia de ninguém e não estou aqui para fazer spoilers de borla.

Hum?! Bom argumento, certo? Milionários, a necessidade de formar um sucessor, um puto raptado, máfia e esquemas à mistura…

A melhor pérola? Quando os raptores contactam J. Paul Getty e lhe pedem “money money” em troca do neto o que é que este boss responde? O seguinte:

-“Not a single solitary cent.” Ahahahahah! Que é como quem diz, “Meus amigos, nem um cêntimozinho perdido no fundo do bolso, tá? Agora fáxâvor de desamparar a loja que tenho uma reunião às cinco e uns milhõezitos para gerir. Xau, Laura.”

O nível de “bossiness” é estratosférico.

Quem interpreta estas personagens incríveis?

O elenco é mesmo de luxo e não estou só a usar esta expressão porque é bonitinha e é um clichêzito que fica bem nestes textos.

A saber:

Donald Sutherland é J. Paul Getty, o boss da parada toda. Podemos fazer uma vénia?

Hilary Swank é a nora do senhor, mãe do puto raptado. *vénia*

Harris Dickinson é J. Paul Getty III, o neto raptado pela máfia. Mini vénia porque não o conheço nem do carro eléctrico e é a primeira vez que lhe ponho a vista em cima. Sai-se bem, é irritante q.b. (coisa que a personagem precisa de ser) mas quanto a mim “grande demais” para fazer de miúdo adolescente. Mas pronto, já são manias minhas. Mas a sério, ele parece ter no mínimo 18 anos. Anyway…

Brendan Fraser, sim o “George of The Jungle” (esse clássico) é James Fletcher Chace, o homem destacado pelo Sr. Getty para ir até Roma ver o que se passa com esta coisa super incómoda que é ter um neto raptado. Que desconforto.

E querem uma cusquice lindinha? Sabem o actor Balthazar Getty? Aquele que entrava na série “Brothers and Sisters”? Sim, é da família. É filho do puto raptado. Yep, é filho do próprio J. Paul Getty III. Cool, certo?

Vale a pena malta, vão por mim, esta família Getty é fascinante

Vi tudo num instante e confesso que queria mais e mais.

Já correm por aí rumores de que o canal americano FX irá “encomendar” uma segunda temporada e que supostamente esta nos levará até aos anos 30 para perceber como J. Paul Getty I (o boss) se tornou neste homem riquíssimo, extravagante, e aparentemente sem alma e com um coração de pedra.

Ah, pequeno detalhe. Sabem quem é o Danny Boyle, certo? Produtor, realizador, argumentista… nomeado para 10 Oscars… vencedor de 8 deles… homem por trás de filmes como o “Transpotting” e “Slumdog Millionaire”… é só um dos produtores e realizadores por trás deste “Trust”. Só naquela.

Quem vai estar ready de pipocas na mão se formos presenteados com uma segunda season? Moi.

E vocês deviam ver já a primeira temporada para podermos ver a segunda ao mesmo tempo e sermos super “migas”.

Fica a dica, quem não seguir é um ovo podre. Hihihi

“Not a single solitary cent”, kidz. Que boss.

MBM