Achei que era a única que via “Married at First Sight”, que estava sozinha nesta luta interior entre “Isto é tudo tão errado” e “Oh meu Deus, isto é bom demais!”, mas não.

Vocês conseguiram surpreender-me e nem sabem como estou feliz. Estou mesmo. Achei que estava sozinha nisto, a sério!

Não estou aloneeeee!

Achei que era uma vendida que via qualquer porcaria que dava na televisão, sem critério nenhum e que ia ser crucificada pela quantidade de trash tv que consumo. Mas… vocês são tão freaks como eu!! Freaks, let’s unite!

Ontem fiz um story no Instagram a partilhar a minha vontade em escrever sobre trash tv e dei alguns exemplos dos programas que me estavam a passar pela cabeça.

Nunca, mas mesmo nunca, pensei que a adesão ao envio de sugestões fosse tanta!

Mas o que mais me surpreendeu foi a quantidade de mensagens a “suplicar” por um textinho sobre esta maravilha da reality tv.

Então, para todos os “reality trash freaks”, este é para vocês.

* suspiro* Ahhh, “Married at First Sight”…!

Por onde começar?!

Ok, cá vai. Há uns anos atrás andava eu a navegar na net em busca de qualquer coisa para ver quando me deparo com o seguinte título: Married at First Sight”.

Estava tudo dito. Não quis ver trailer, não quis ler a sinopse. Eu já sabia amigos, eu já sabia. Tinha acabado de descobrir uma pérola.

A primeira season que devorei foi a primeira temporada da versão americana e achei que todos os astros se tinham alinhado para me entregarem aquele mágico conteúdo televisivo.

Não era possível eu andar a perder esta jóia do reality tv.

Para quem caiu aqui de paraquedas deixem-me esclarecer-vos.

Este reality é muito simples:

  1. Inscreves-te para encontrar o amor da tua vida (não aguento o quão romântico isto é)
  2. Passas por um monte de entrevistas com especialistas no amor (ahahahahah calma, estou só no chão a rir um bocadinho), psicólogos, médicos e sabe Deus mais quem
  3. Preenches um formulário com cerca de 500 perguntas sobre os teus gostos pessoais, religião, política, sexo, enfim o diabo a quatro e vais para casa pensar no quão estranha é a tua vida.
  4. Se tiveres sorte (será mesmo sorte?) alguém da produção te liga a dizer : “Olá Sandra! Tudo bem?” (sorry Sandras que me possam estar a ler, isto não é nada pessoal, é só um nome bom para exemplos) “Olhe Sandra, estamos a entrar em contacto consigo porque encontrámos o seu perfect match! Sim, a sério! Vá, não tenha um colapso que não é preciso… casa daqui a duas semanas, ok? O nome dele? É o Vitor!” (aqui é que a coisa às vezes varia, nuns países dizem os nomes noutros não)
  5. Contas à tua família que perdeste o juízo e vais casar. “Mas com quem, Sandra?”, pergunta a tua mãe. “Com o Vitor!”. “Quem?!”. “O Vitor mãe, não conheces. Quer dizer, não o conhecemos, porque eu também não o conheço nem do carro eléctrico. Mas olha, é daqui a duas semanas, tá? Avisa a avó e pede à prima Lili que me ligue porque quero a ajuda dela nas flores, ok?”
  6. Compras o vestido/fato, vais tomar um cafezinho com as tuas/teus bffs onde lhes dás a novidade. “Oh meu Deus que excitação, arranca Sandra que amanhã sobes ao altar!”
  7. Chega o dia e casas com um perfeito desconhecido que te é apresentado… no altar. Sim, for real.
  8. Passas a tua noite de núpcias a dormir ao lado de um estranho, acordas ao lado de um estranho, tomas o pequeno almoço com um estranho e metem-te num avião, com um estranho claro está. Porque vais de lua-de-mel, óbvio. Com um estranho.
  9. Passas uns dias de lua-de-mel já entre discussões e sessões de “amuanço” porque o Vitor é super irritante, tem medo de andar de barco e só pensa em comer.
  10. Voltas à tua cidade e tens de decidir onde viver, se na tua casa meio apertadita, se no sotão que o Vitor divide com o seu melhor amigo Sérgio. Ou então se alugam um cantinho só vosso até ver se isto tem pernas para andar.
  11. Ao fim de oito semanas, decidem se vão continuar casados ou se querem o divórcio
  12. Fim de resumo.
Há coisas que variam nas várias versões de “Married at First Sight” consoante o país onde é filmado.

Ah, não sabiam?! Ah pois é freaks no meu coração… há “Married at First Sight” na Dinamarca (é a versão original do formato), na Bélgica, UK, Austrália, Itália, Alemanha, França, Polónia, Nova Zelândia, Finlândia, Israel, Holanda, Brasil e África do Sul!

Aqui a vossa mais que tudo já “papou” tudo do “Married at First Sight Australia”, Married at First Sight UK”, e “Married at First Sight US”. Óbvio. Tinham dúvidas das minhas capacidades?

Mas querem melhor?

spin-offs!

SSSSIIIIIMMMMMM! Não ficamos por aqui!

A saber:

A primeira temporada da versão americana resulta num spin-off que segue o primeiro ano de casados dos dois casais que ficam juntos que se chama “Married at First Sight: The First Year”. É fraquinho e não é muito fixe mas, sim, vi tudo. *eye roll*

Um desses casais segue em frente com outro reality que se chama “Married at First Sight: Sandra and Vitor Plus One”. Quer dizer, não são mesmo a Sandra e o Vitor, claro, ahahahah. Este casal engravida e têm direito ao seu próprio show, uma lindeza.

Há ainda um spin-off chamado “Married at First Sight: Second Chances”, que é uma seca diabólica. Confesso que não acabei.

Resumindo muito rapidamente, um homem e uma mulher que fizeram parte do programa normal (ahaha normal é a palavra certa? Da versão original, vá.) e a quem a vida não correu bem, decidem dar uma nova oportunidade ao amor (adoro esta expressão) e embarcam numa nova aventura ao estilo de “The Bachelor/The Bachelorette” (outra saga épica sobre a qual TENHO de escrever em breve, também ela já cheia de spin-offs!).

Há muitas coisas hilariantes que acontecem neste “Married at First Sight”.

Uma coisa muito comum é a escolha dos pares sair completamente ao lado e eles não se tolerarem desde o primeiro dia.

Outro clássico é um deles estar super into it e achar um piadão ao seu par, e o outro se estar a borrifar e constantemente a dizer que nem sequer se sente atraído/a pelo marido/mulher.

Mas o que eu gosto mesmo é quando eles trocam de casais. Ahahahahahhahaha!

Na versão americana vivem cada um na sua casa e só tomam a decisão no final e os casais só se cruzam de vez em quando.

Mas na versão australiana os casais vivem todos no mesmo condomínio e todas as semanas têm uma espécie de conversa de grupo em que cada casal vai dizendo semanalmente se quer ou não continuar este “processo”. Têm também uns jantares de grupo para debaterem uns com os outros as suas relações.

O que é que isto traz? O caos total.

Durante os jantares e convívios começam a achar graça uns aos outros, começam a trocar mensagens, a combinar encontros secretos e acabam todos engalfinhados e a maior parte das vezes, divorciados. Há um homem e uma mulher da última temporada que aparecem no último jantar como um casal quando nem sequer tinham sido emparelhados pela produção do programa. Uma risada, sigo-os no Instagram e ainda estão juntos! Ao menos o programa serviu para alguma coisa, para sacarem a mulher/marido dos do lado!

Nah, não vos vou dizer quem são… se gostam mesmo disto toca a ir ver e a descobrir!

É trashy? É.

Não faz sentido nenhum? Não.

Anda até um bocadinho rés-vés no limiar do moralmente weird? Yep.

É bom demais para ser verdade? Sem dúvida.

Viciante para caraças? Sim, e já agora quando é que há temporadas novas?! Ahahah

Se gosto de reality shows “de amor” que o exploram de forma mesmo, mas mesmo, mesmo, trashy? Guilty.

E depois da minha Instagram Story, sei que há freaks como eu e sinto-me mais completa.

Onde podem ver? SIC Mulher, my friends 😉

Freaks unite!

Peace out, freaks. 

MBM