“The Handmaid’s Tale” está-me a dar cabo do sistema nervoso e preciso de desabafar.

Primeiro que tudo: Há quem não tenha visto a primeira temporada?

Se sim, vocês não merecem dizer que são fãs de séries. Não merecem. Não são dignos de tal afirmação.

Como assim andam a pôr em dia aquela série manhosa que deixaram para trás perdida e ainda não se dedicaram a isto a sério?

– “Ah, é que tinha aqui uma temporada de “Here Comes Honey Boo Boo” (hiper mágico btw) que ainda não tinha tido tempo de ver…”, eeerrrrr… errado.

Larguem lá as cenas manhosas e mergulhem comigo neste universo incrivelmente creepy e assustadoramente possível de acontecer.

Os meus lindinhos que estão por dentro podem saltar agora este resumozinho… os restantes que andam perdidos na vida, eu dou uma ajudinha.

Ora bem, “The Handmaid’s Tale”:

Baseada no livro de Margaret Atwood, esta série é uma das melhores coisas que andam por aí a circular.

A premissa é simples (e altamente cruel): a infertilidade é o maior flagelo da humanidade e apenas as mulheres que são férteis interessam na sociedade.

Interessam mas apenas como veículo para produzir bebés, não como seres pensantes com direitos. Em Gilead (cidade/estado onde se passa a história), as mulheres não podem sequer ler.

No poder temos um monte de homens hiper creepy, super religiosos e tarados dos cornos. Sorry pela linguagem mas é muito isto.

As mulheres férteis são arrancadas das suas famílias e literalmente distribuídas pelas casas de famílias importantes desta sociedade onde são violadas uma vez por mês (no mínimo) pelo “patrão” para ver se dão “fruto”.

A personagem principal, Offred, é interpretada por Elisabeth Moss e todos nós lhe devíamos fazer uma vénia. Tipo, uma mega vénia. Uma senhora vénia.

A interpretação da atriz faz-me ficar arrepiada várias vezes por episódio e faz-me invejar a cada cena a sua capacidade de estar com um ar impávido e sereno ao mesmo tempo que nos diz tudo através do seu olhar.

Sabemos sempre o que ela está a pensar quando nem sequer lhe sai uma palavra da boca.

Obviamente que este trabalho da actriz não ia passar pelos pingos da chuva e Elisabeth Moss levou para casa o Golden Globe de Melhor Actriz numa Série Dramática e vimos todo o elenco subir merecidamente ao palco para receber, nessa mesma cerimónia, o Golden Globe de Melhor Série Dramática.

Ao lado de Elisabeth Moss (vénia, again), temos um super elenco que não falha um beat.

Podia ficar aqui a falar-vos do trabalho de Yvonne Strahovski e da sua gélida Serena, de Joseph Fiennes e do seu Fred que me faz querer dar-lhe pontapés na boca, da Aunt Lydia de Ann Dowd ou da surpresa que é a interpretação de Alexis Bledel e da sua Emily.

Podia, mas não lhes iria fazer justiça com as minhas palavras pouco sofisticadas e as minhas observações random.

Amigos, a sério, vejam.

Eu não ganho nada com esta promoção, a Hulu não me está a pagar este post e a Elisabeth Moss apesar de minha amiga de longa data (ahahah que seria) não me pediu o favorzinho de vos falar sobre ela.

É inacreditavelmente bem feita, bem escrita, bem realizada, extraordinariamente interpretada, crua, violenta, psicologicamente desgastante e tão, mas tão, viciante.

Querem uma boa notícia?

Se já estão como eu e a ficar nervosos com o decorrer desta segunda temporada e a pensar se isto fica por aqui, ora atenção que há novidade fresquinha:

“The Handmaid’s Tale” foi renovada para uma terceira temporada!

O lado bom, a boa ficção continua. O lado mau? Vou continuar a enlouquecer com estes episódios que me dão a volta ao estômago.

“Under His Eye”, kidz.

MBM