“Scandal” acabou, e eu ainda estou em lágrimas.

Olivia Pope, a rainha dos monólogos a 100km/h deixou-nos, fechando assim a série “Scandal” ao fim de sete temporadas.

“Scandal” vai deixar saudades em todos os auto-proclamados gladiadores que sonham viver num mundo paralelo onde fazem parte da equipa de badasses de Olivia Pope. Eu incluída.

Depois de várias conversas entre o presidente da ABC e Shonda Rhimes, “dona” de três horas seguidas de ficção à quinta-feira naquele canal de televisão, ficou decidido que chegaríamos em 2018 à conclusão da série pois segundo a sua criadora, esta ficaria melhor servida se assim fosse.

Aliás, segundo a própria, é sempre melhor terminar em alta do que deixar uma série morrer lentamente.

Aqui entre nós, Shonda já pegava na sua própria teoria e a aplicava a “Grey’s Anatomy” que morreu há pelo menos quatro temporadas, mas ainda insistem em esticá-la tipo novela mexicana. Catorze temporadas. Really? Just sayin’.

Ficou prometido que nada iria ficar por fazer e que esta temporada de “Scandal” seria a mais épica até ao momento. Já a devorei, claro, e posso dizer a quem não viu (como assim há alguém que ainda não viu?!), não desilude.

twists, turns, surpresas, momentos de choque, ganchos que nos deixam pendurados e cheios de dúvidas, despedidas e momentos fofinhos.

Não quero estragar o fim, e prometo que não o vou fazer, mas gostava que tivesse acabado de forma mais decisiva e concreta do que como acabou: com uma dúvida a pairar no ar e com aquele tom “cada um tira a sua conclusão”.

“Scandal” e o seu legado.

Sou fãzaça, confesso. E mesmo que não se seja é impossível não reconhecer o legado que “Scandal” deixará.

Este drama ajudou, bem à maneira da sua criadora, a encaminhar-nos para uma nova era de diversidade no pequeno ecrã, tendo como sua protagonista a actriz Kerry Washington.

Com a sua interpretação de Olivia Pope, Washington recebeu a sua primeira nomeação para um Emmy em 2013 e tornou-se a primeira actriz afro-americana a ser nomeada na categoria de Melhor Actriz Principal numa Série Dramática em quase 20 anos e apenas a quinta actriz nessa categoria, em toda a história dos prémios.

A última actriz a receber tal nomeação tinha sido Cicely Tyson com “Sweet Justice”, em 1995.

A série foi também essencial para solidificar Rhimes como uma das produtoras e showrunners mais poderosas da televisão, ajudando a ABC a firmar a força das suas quintas-feiras à noite.

Como comentei acima, Shonda é responsável por três horas seguidas de ficção semanal do canal (“Grey’s Anatomy” às 20:00, “Scandal” às 21h00 e “How to Get Away With Murder” às 22:00) sendo a responsável pela apelidada TGIT (Thank God It’s Thrusday).

Depois de ver “Still Star-Crossed” ser cancelada ao fim de uma temporada (uma série tipo Romeu e Julieta mas em fraquinho) e de ver depois “The Catch” a seguir o mesmo destino ao fim de apenas duas seasons (melhorzinha que a primeira mencionada mas ainda assim fraquinha e apenas boa para um Domingo à tarde), Rhimes aposta em “For The People” que chegou recentemente ao mesmo canal de TV que a agarra sempre com unhas e dentes.

“For The People” já foi descrita como “a versão legal de Grey’s Anatomy”, legal de leis, não de super fixe à brasileira.

Já vi, gosto e é bom ter um episódio por semana para entreter, mas não vicia. Se quiserem saber mais sobre ela, cliquem aqui.

Spoiler Alert, prosseguir com cautela.

E agora maltinha, spoiler alert. Está na hora de fazer um ponto de situação para quem ainda anda a papar episódios antigos e a tentar apanhar o barco. Quem ainda não mergulhou nesta 7ª temporada (como assim são fãs e ainda não viram pelo menos os primeiros episódios?!), please saltem os próximos pontos.

A saber:

  • Mellie Grant é presidente. Say whhaattt?! Yup, estava-se a ver, não fosse Shonda Rhimes perita em colocar mulheres em posições de poder nas suas séries.
  • Olivia Pope é Command. Quem sai aos seus, né? Mais, não só está à frente do B613 tal como o paizinho esteve em tempos (aaahhh, condenava o pai pela posição e agora assume a mesma), como é Chief of Staff de Mellie. Yup. Olivia Pope basicamente domina o mundo.
  • Cyrus Bean é vice-presidente. Tadito, anda constantemente a pedinchar a atenção de Olivia e é sempre chutado para um canto. Miss Pope está em modo bitch, pelo menos até agora.
  • Quinn herda o negócio de Olivia e é agora a boss dos gladiadores. Está noiva de Charlie, esse assassino fofinho. Não se estragam duas casas como diria a minha mãe.
  • Abby reconcilia-se com o gang e é agora o braço directo de Quinn. Ah, e cheira-me que cairá em breve nos braços de David. Previsível? Talvez.
  • Fitzgerald Grant, o gatinho ex-presidente, foi à vida dele. Supostamente a viver o seu sonho no Vermont, volta inesperadamente (ou não) no final do segundo episódio.

Querem trailer? Claro que querem.

Peace out, kidz.

MBM